Quem usa uma droga por vezes desconhece que pode perder o controle, que pode ficar doente na ausência da droga, que pode vir a fazer mal para si ou para outras pessoas.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o consenso médico atual, a dependência química já é considerada uma doença crônica e progressiva a partir do momento em que o consumo de substâncias se torna compulsivo e foge do controle do indivíduo.
Ela deixa de ser um “hábito” ou “uso recreativo” e vira doença quando apresenta os seguintes critérios:
- Perda de Controle: O indivíduo não consegue parar de usar a substância, mesmo que deseje ou tenha prometido a si mesmo que o faria.
- Síndrome de Abstinência: O corpo e a mente apresentam sintomas de sofrimento físico ou emocional (tremores, ansiedade, suor, irritabilidade) quando o uso é interrompido.
- Desenvolvimento de Tolerância: É necessário doses cada vez maiores da substância para atingir o mesmo efeito que antes era obtido com pouco.
- Prioridade Total: A busca pela droga passa a ser o centro da vida, levando ao abandono de responsabilidades profissionais, acadêmicas e o isolamento de relações familiares e sociais.
- Uso Apesar dos Danos: A pessoa continua consumindo a substância mesmo sabendo que ela está causando problemas graves de saúde física, mental ou complicações legais e sociais.
Cientificamente, é classificada como um transtorno mental no CID-11 (Classificação Internacional de Doenças) e no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), pois altera a estrutura e o funcionamento do cérebro — especialmente nas áreas ligadas ao prazer, tomada de decisão e controle de impulsos.

